Empresa amplia atuação em intralogística, avança com AMRs e prepara equipamentos de 1,5 tonelada para movimentação e elevação de paletes
A WEG prepara, para o início de 2027, o lançamento de seus primeiros equipamentos autônomos voltados à movimentação de paletes, ampliando sua atuação no mercado de intralogística. A novidade foi antecipada por Pedro Havraneck, chefe de vendas da linha WEG Mobile Robot, durante entrevista ao INTRALOG Talks, realizada na INTRA-LOG Expo South America 2026.
A empresa lançará, inicialmente, dois equipamentos de 1,5 tonelada. O primeiro será destinado à movimentação de paletes no nível do piso, em aplicações como transferência de cargas entre áreas de consolidação e docas. O segundo equipamento terá capacidade de elevação de até dois metros, podendo atender operações envolvendo esteiras, envolvedoras e posições iniciais de porta-paletes.
Segundo Havraneck, os primeiros equipamentos devem começar a operar entre o fim de 2026 e o início de 2027, antes do lançamento comercial oficial. “Chegou o momento de irmos com mais força para a logística”, afirmou o executivo.
AMRs ganham mercado fora da própria WEG
A entrada no segmento de empilhadeiras autônomas ocorre depois de uma etapa de desenvolvimento baseada principalmente na utilização dos robôs móveis dentro das próprias fábricas da WEG.
Esse cenário começou a mudar. Segundo Havraneck, atualmente a companhia já possui mais AMRs instalados fora da WEG do que em suas próprias unidades, embora continue utilizando intensivamente os equipamentos em sua manufatura. A empresa também prevê ampliar o uso da tecnologia em novas instalações industriais, incluindo projetos de baterias e motores.
O portfólio atual inclui o WMR 150 e um modelo com capacidade de 500 kg. Um AMR de 1,5 tonelada também está em desenvolvimento, com protótipo previsto para começar a operar entre novembro e dezembro de 2026.
A estratégia, de acordo com o executivo, é avançar gradualmente. Além do equipamento, a expansão depende da formação de integradores, assistência técnica e capacidade de suporte regional.
“Não adianta ter um equipamento autônomo e não ter capacidade de suporte local. As operações logísticas são 24 por 7 e não podem parar”, destacou Havraneck.
Mercado brasileiro e automação móvel
Na avaliação do executivo, o mercado brasileiro de AMRs ainda está em uma fase inicial quando comparado a regiões como Europa e Ásia. Muitas empresas começaram com projetos-piloto ou pequenas frotas, ao mesmo tempo em que cresce o conhecimento dos clientes sobre aplicações e custos da tecnologia.
Outro fator que tende a acelerar a automação é a dificuldade de contratação de mão de obra para determinadas atividades logísticas. Em algumas regiões, segundo Havraneck, empresas já enfrentam dificuldade para encontrar operadores de empilhadeiras.
“A discussão, em alguns casos, nem é mais somente payback. A operação pode parar porque não há ninguém para executar aquela atividade”, afirmou.
Para a WEG, essa transformação também amplia a necessidade de profissionais qualificados. À medida que equipamentos autônomos ganham espaço, manutenção, integração e suporte passam a exigir competências diferentes das utilizadas nas frotas convencionais.
“Para os profissionais da área, vale a pena estudar e se especializar, porque vai faltar gente com conhecimento nesse tipo de tecnologia”, conclui Havraneck.


