Exclusivo INTRA-LOG: MAGALOG prepara abertura de malha de carga para atender empresas fora do Grupo Magalu

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Operador logístico do Magazine Luiza já alcança mais de 4 mil municípios, movimenta quase 10 milhões de pacotes por mês e estuda ampliar a monetização de uma infraestrutura de 1 milhão de m²

A MAGALOG, braço de operação logística do Grupo Magazine Luiza, prepara uma nova etapa de expansão: abrir ao mercado sua estrutura de logística pesada, hoje utilizada principalmente nas operações do grupo. A estratégia envolve aproveitar uma malha presente em todos os estados brasileiros e ampliar o atendimento a empresas externas, transformando ativos originalmente desenvolvidos para o varejo do Magalu em novos produtos logísticos.

O movimento foi detalhado por Márcio Chammas, CEO da MAGALOG, durante entrevista ao INTRALOG Talks videocast da INTRA-LOG Expo. O executivo também foi homenageado pelo projeto da companhia no INTRALOG Smart Solutions Honors, iniciativa que reconheceu lideranças responsáveis por projetos de impacto em intralogística e automação em 2026.

Segundo Chammas, a companhia possui atualmente cerca de 1 milhão de m² de área logística distribuídos por 15 estados. Parte dessa capacidade ainda pode ser monetizada por meio da entrada de novos clientes e serviços.

“Temos uma malha de pesados que nasceu com o Magazine Luiza abastecendo lojas e entregando produtos como fogões, geladeiras e televisores. É uma estrutura difícil de encontrar no mercado pela capilaridade que possui, e queremos transformar esse produto, hoje utilizado dentro do Magalu, em uma solução para o mercado como um todo”, afirmou.

De infraestrutura própria a operador logístico

A MAGALOG surgiu da consolidação dos ativos logísticos do Magalu com empresas adquiridas pelo grupo. A estrutura, inicialmente criada para atender Magazine Luiza, Netshoes, KaBuM!, Época e Estante Virtual, passou posteriormente a prestar serviços para terceiros.

Hoje, a rede está presente em mais de 4 mil municípios e, segundo Chammas, alcança regiões que representam aproximadamente 95% do PIB de consumo online do país.

A operação conta com cerca de 10 mil colaboradores e movimenta quase 10 milhões de pacotes por mês. A companhia também atende centenas de clientes externos, incluindo varejistas, indústrias, empresas de e-commerce e operadores logísticos.

A estratégia reflete uma mudança no papel da logística dentro das grandes plataformas de varejo. Para Chammas, uma estrutura antes tratada essencialmente como centro de custos passou a ser um ativo estratégico e, agora, uma fonte de receita.

“Quanto mais volume colocamos dentro da malha, melhor conseguimos trabalhar o custo tanto para o Magalu quanto para os clientes externos. A logística passou a ser um diferencial competitivo”, disse.

Concorrentes na mesma infraestrutura

Um dos sinais dessa transformação é a utilização da estrutura da MAGALOG por empresas que, em outros segmentos, competem com marcas do próprio grupo. 

“A logística precisa ser muito colaborativa. Se cada empresa coloca seu próprio veículo para fazer exatamente o mesmo trajeto, existe uma ineficiência enorme na utilização dessa malha”, afirmou.

O executivo também citou projetos envolvendo Amazon e Mercado Livre. No caso da Amazon, produtos próprios do Magalu passaram a ser listados na plataforma dentro de um projeto FBA Onsite, enquanto a distribuição permanece sob responsabilidade da MAGALOG.

A companhia agora pretende aplicar a mesma lógica à logística de produtos pesados e ampliar a ocupação de seus centros de distribuição. Segundo Chammas, o próximo ciclo também deve envolver maior utilização de inteligência artificial para aumentar escala e produtividade sem fazer os custos operacionais crescerem na mesma proporção.

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